domingo, 13 de fevereiro de 2011

A canção do amor

A CANÇÃO DO AMOR



Quando Karen, como qualquer mãe, soube que um bebê estava a caminho, fez todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de idade,

a se preparar para a chegada.



Os exames mostraram que era uma menina, e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe. Afinal, ele já amava a sua irmãzinha antes mesmo dela

nascer.



A gravidez se desenvolveu normalmente.



No tempo certo, vieram as contrações. Primeiro, a cada cinco minutos; depois a cada três; então, a cada minuto uma contração.



Entretanto, surgiram algumas complicações e o trabalho de parto de Karen demorou horas. Enfim, depois de muito tempo de sofrimento a irmãzinha de Michael

nasceu. Só que ela estava muito mal.



Com a sirene no último volume, a ambulância levou a recém-nascida para a UTI neonatal do hospital Saint Mary.



Os dias passaram. A menininha piorava. O médico disse aos pais para se prepararem para o pior. Haviam poucas esperanças. Karen e seu marido começaram, com

muita tristeza, os preparativos para o funeral.



Há apenas alguns dias antes estavam arrumando o quarto para esperar pelo novo bebê. E agora, os planos eram outros.



Enquanto isso Michael pedia todos os dias aos pais que o levassem para conhecer a sua irmãzinha.

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"Eu quero cantar pra ela", dizia.

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A segunda semana de UTI entrou e não se sabia se o bebê sobreviveria até o fim dela.



Michael continuava insistindo com seus pais para que o deixassem cantar para sua irmã, mas crianças não podiam entrar na UTI.



Mas a mãe, Karen, decidiu: levaria Michael ao hospital de qualquer jeito. Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse hoje, talvez não a visse viva.



Ela vestiu Michael e rumou para o hospital. A enfermeira não permitiu que ele entrasse e exigiu que ela o retirasse dali. Mas Karen insistiu: "ele não irá

embora até que veja a sua irmãzinha!"



Diante da insistência e sofrimento daquela mãe, a enfermeira levou Michael até à incubadora.



Ele olhou demoradamente para aquela trouxinha de gente que perdia a batalha pela vida e, depois de alguns minutos, começou a cantar com sua voz infantil:

"você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro..."



Naquele momento, o bebê pareceu reagir. A pulsação começou a baixar e se estabilizou. Karen encorajou Michael a continuar cantando.



E ele prosseguiu: "você não sabe, querida, o quanto eu a amo. Por favor, não leve o meu sol embora..."



Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebê foi se tornando suave. "continue, querido!", Pediu Karen, emocionada.



E Michael sussurava baixinho: "outra noite, querida, eu sonhei que você estava em meus braços..." O bebê começou a relaxar. Michael cantava. A enfermeira

começou a chorar. "você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro...por favor, não leve o meu sol embora..."



No dia seguinte, a irmã de Michael já tinha se recuperado e em poucos dias foi para casa.



O Woman's Day magazine chamou essa história de "o milagre da canção de um irmão". Os médicos chamaram simplesmente de milagre. Karen chamou de milagre do

amor de Deus.







O amor é a presença de Deus no coração das criaturas. É força incrivelmente poderosa, capaz de modificar as situações mais difíceis.



Quem ama, envolve a pessoa amada em suave bálsamo perfumado que penetra e alivia as dores, os medos, a insegurança.



O amor fortalece a confiança, faz florescer a esperança, renascer a alegria, ressurgir a felicidade.

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