quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A grandeza inigualável de Deus

    A grandeza inigualável de Deus...

    Não há quem visite as Cataratas do Iguaçu e não se mostre extasiado ante
a imponência do espetáculo das águas e das quedas.
São 275 quedas de água, com uma altura superior a 70 metros, ao longo de
mais de dois quilômetros do Rio Iguaçu.
O termo Iguaçu, na língua guarani, deriva de “y” – “água, rio” e “guaçu
ou iguaçu – “grande”.
Isto quer dizer, água grande ou rio de grandes águas.
Ao lado da exuberância da paisagem, quer seja nos dias de cheia ou de
escassez, a dança incessante das águas cantantes, não cansa os olhos.
Há sempre mais um detalhe a ser observado. As aves, que fazem seus
ninhos, no interior da rocha, entrando e saindo pela cortina de água;
as águas que descem barrentas, na cheia, e despejando-se com força,
levantam uma nuvem de impecável brancura;
as gotas que se debatem, ao final da queda, correndo lépidas, desejando
vencer o leito do rio, brilhando aos beijos do sol, como cristal
líquido.
Há os que olham e ficam quietos. Há os que tiram fotos para mostrar para
os amigos.
“Ninguém vai acreditar numa coisa tão incrível, como esta queda d’agua!”
– dizem alguns, contemplando a garganta em forma de “u” invertido, com
150 metros de largura e 80 metros de altura.
A famosa Garganta do Diabo.
Há os que se deliciam, se encharcando com as nuvens de água formadas
pelas quedas. E capturam o momento, deixando-se fotografar.
Outros ainda se deixam levar pela emoção da lenda da criação das
cataratas.
Uma lenda tupi-guarani que fala que, há muito tempo, o Rio Iguaçu corria
livre, sem corredeiras e sem cataratas.
Em suas margens, viviam os índios Caigangues, que reverenciavam o
deus-serpente, filho de Tupã.
O cacique da tribo tinha uma filha, formosa, chamada Naipi. Ela deveria
ser consagrada ao culto da divindade, da grande serpente.
Um jovem guerreiro, de nome Tarobá, se enamorou de Naipi. No dia da
consagração da jovem, o casal fugiu para o rio.
Ambos desceram o rio numa canoa.
Furiosa com os fugitivos, a grande serpente penetrou na terra e
retorceu-se.
Provocou desmoronamentos, que foram caindo sobre o rio, formando os
abismos das cataratas.
Envolvido pelas águas, o casal caiu de uma grande altura.
Então, Tarobá se transformou numa palmeira à beira do abismo.
Naipi se transformou numa pedra junto da grande cachoeira,
constantemente açoitada pela força das águas.
Vigiados pelo deus-serpente, eles permanecem ali. Tarobá condenado a
contemplar eternamente sua amada, sem a poder tocar.
A lenda é apaixonante e envolvente. Os namorados a apreciam e se
encantam, descobrindo a palmeira e a pedra.
Em verdade, quem se detenha a observar a majestade do conjunto das
cataratas, quedas, corredeiras, luxuriante vegetação, não pode deixar de
pensar na grandiosidade de Deus.
Deus, o escultor incansável que talhou as rochas, no decurso do tempo,
com Sua vontade.
Deus, que criou a abundância das águas e lhes conferiu sonoridade, de
forma que quem ouve a seqüência das quedas, constante, pode perceber um
mantra.
Ou um cantochão. E embalar a própria alma.
Enquanto ainda nem havíamos acordado como homens, senhores de nossa
razão, Deus espalhava as sementes do Seu amor, criando a mata
diversificada, de mil nuances diferentes.
De verdes que se sucedem e se misturam.
De folhas, flores, diversidades, onde as borboletas ensaiam bailados de
intraduzível colorido.
E, pintor inigualável, continua até hoje, alternando as cores nos
arco-íris.
Um aqui, outro acolá, indo de um lado a outro da enorme cratera por onde
se esvaem, constantemente, as águas no leito do rio.
Pai Excelso, ainda idealizou uma lição de fraternidade para os povos.
A maioria das quedas de água fica em território argentino. Mas,
efetivamente, é do lado brasileiro que se apreciam os mais belos
panoramas.
Então, os povos se abraçam. Brasileiros vão à Argentina para ter a vista
de lá. Argentinos vêm ao Brasil para assistir ao espetáculo das suas
próprias quedas dá'gua.

Ah! A grandeza inigualável de Deus!

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