quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A ÁGUIA VOA

                              A ÁGUIA VOA

"A águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu
coração se acelerou com emoções conflitantes,  ao  mesmo  tempo  em  que
sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões.

Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?

Pensou ela. O ninho estava colocado bem no  alto  de  um  pico  rochoso.
Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos  filhotes.  E
se justamente agora isto não funcionar?

Ela pensou.

Apesar do medo, a águia sabia que  aquele  era  o  momento.  Sua  missão
estava prestes a  se  completar,  restava  ainda  uma  tarefa  final:  o
empurrão.

A águia encheu-se de coragem. Enquanto os filhotes não descobrirem  suas
asas não haverá propósito para a sua vida.

Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é
nascer  águia.  O  empurrão  era  o  menor  presente  que   ela    podia
oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor.

Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram!

Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o  papel  de  águia.
São elas que nos empurram para o abismo. E quem sabe não  são  elas,  as
próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir  que  temos  asas  para
voar."

Nenhum comentário:

Postar um comentário