quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A beleza padrão

    A beleza padrão

O que o mundo nos obriga a fazer com essa visão, psicólogos e psiquiatras estão tendo grandes lutas para sanar um
novo tipo de paciente, a pessoa consumista.
O mundo através das lentes de consumo È ASSIM ...
A realidade do consumir tem influenciado nossas vidas, mais do que podemos imaginar.
>
 Ver o mundo através das lentes do consumo nos faz exigir sempre o melhor, não importa se de um produto, de um relacionamento, de um emprego ou
> das pessoas que amamos.
>
>         Buscar o melhor, procurar crescer, anelar excelência na vida, é
> certamente salutar.
>
>         Progresso, evolução, deve ser objetivo de todos na Terra.
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>
>         Porém, os excessos, os desequilíbrios de tais posturas é que nos trazem
> grandes problemas.
>         Exigir em demasia, tanto da vida, dos outros, e muitas vezes - por
> conseqüência - de si mesmo, traz-nos distúrbios de comportamento seríssimos.
>
>
>         A questão é tão grave que já existe catalogação para este tipo de
> fobia: a atelofobia, que se constitui no medo da imperfeição.
>         Sem falar na ansiedade crônica, que hoje já faz adoecer o mundo com
> seus venenos potentes.
>
>         Tudo parece dar a entender que se faz difícil viver numa sociedade onde
> o sofrimento, a tristeza, os defeitos e as fraquezas não são mais tolerados.
>
>
>         A indústria oferece soluções para qualquer tipo de problema, e para
> todos os tipos de bolso.
>
>         São receitas de sucesso nas prateleiras das livrarias; pílulas da
> felicidade na farmácia da esquina; o corpo dos sonhos em troca de cheques a
> perder de vista...
>
>
>         Criamos uma era da perfeição de massa, onde os defeitos são vistos como
> erros da natureza que podem ser corrigidos, deletados, deixados para trás.
>         O corpo parece deixar de ser determinado e passa a ser inventado. Um
> corpo fabricado pelas nossas escolhas, baseadas nos padrões vigentes da época.
> Padrões, muitas vezes, altamente questionáveis.
>
>         Corremos o risco de deixar de ser aquilo que somos para nos
> transformarmos em um corpo sem marcas, sem história, sem humores. Em mera
> imagem.
>
>         Mas se não é bem essa sua intenção, experimente olhar o mundo através
> de lentes não viciadas em cânones ou padrões.
>
>         Este olhar o mundo passa por olhar-se, em primeiro lugar.
>
>         Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço, foi muito lúcido ao dizer: Quem
> olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.
>
>
>         Este é o momento de despertar. Despertar para os valores mais nobres da
> vida, e finalmente colocar nossa embarcação alma no rumo da felicidade
> verdadeira.
>
>
>         Nestes valores fundamentais estão a paciência, a compreensão das
> dificuldades e limitações do outro e nossas.
>         Está a compaixão – virtude de vivência dinâmica – que
> estende a mão ao próximo, para que cresça junto.
>
>
>         Está a resignação – virtude que aprende com a dor, retirando dela
> as lições preciosas que sempre traz, evitando a revolta e a negação.
>
>
>         A lei maior do progresso nos coloca na direção da perfeição,
> naturalmente, mas dessa perfeição que vem sendo construída de forma gradual no
> imo do Espírito.
>         Desejá-la de forma fácil, conveniente, e da maneira com que nós
> anelamos e achamos que deva ser, sempre será perigoso e próximo do desastre.
>                                                         *   *   *
>
>         Evite o excesso de exigência para com os outros.
>         Somos seres diferentes, pensamos diferente em muitas ocasiões, e por
> isso, exigir que as pessoas tenham o mesmo ângulo de visão que o nosso, para
> tudo, é absurdo.
>
>
>         O diferente está ao nosso lado por razões especiais. É com ele que
> aprendemos inúmeras virtudes, é com ele que crescemos e alcançamos a nossa
> gradual e certa perfeição.

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