domingo, 13 de fevereiro de 2011

A capacidade da entrega

A CAPACIDADE DA ENTREGA:

Havia um grupo de amigos, comerciantes de profissão, que foram a uma convenção de vendas. Entretanto, prometeram às suas mulheres que estariam de regresso
na sexta-feira, a tempo de jantarem juntos. Acontece que a convenção terminou mais tarde do que o previsto. Por isso eles chegaram ao aeroporto com tanta
pressa e numa tal correria que um deles acabou por tropeçar num posto de venda de fruta. Como é lógico, toda a fruta caiu ao chão com este tropeção, espalhando-se
por todo o lado, mas a pressa era tanta que eles nem pararam e continuaram a correr, para não perderem o avião. E partiram… Todos menos um. Este, às tantas,
parou, respirou fundo e experimentou compaixão pela dona do posto de venda de fruta. Disse aos seus amigos para se irem embora e pediu a um deles que, ao
chegar, telefonasse à sua mulher a dizer-lhe que ele chegaria atrasado, pois seguiria num voo mais tarde. Regressou ao posto de venda das frutas e deparou-se
com estas todas espalhadas pelo chão. Depois, apercebeu-se, com grande surpresa, que a dona do posto e venda era uma adolescente cega., que se encontrava
a chorar procurando apanhar a fruta às apalpadelas, enquanto a multidão corria e passava depressa sem reparar na sua situação. O homem ajoelhou-se com
ela e tentou juntar as peças de fruta nos cestos. Enquanto o fazia deu-se conta que algumas peças de fruta estavam estragadas e que outras se tinham deteriorado.
Quando terminou de o fazer, tirou 100€ da sua carteira e deus àquela adolescente, dizendo:
- Aceita, por favor, este dinheiro por aquilo que estragamos com a nossa pressa. Está bem assim?
Ela, a chorar, disse que sim com a cabeça. Ele continuou:
- Espero não ter arruinado o teu dia.
E, enquanto ele se ia embora, a menina gritou:
- Senhor!
Ele parou e voltou a olhar aqueles olhos cegos, enquanto a menina lhe perguntava:
- O Senhor é Jesus?
Aquela pergunta ficou-lhe na memória durante muito tempo, dando-lhe voltas e sentido algo, que nem sequer consegui explicar, a vibra dentro de si”
Esta história remete-nos ao que de melhor e mais profundo há em todo o Homem: o sentido de compaixão com a dor do outro, o sentido de solidariedade, de
justiça, a comoção com o sofrimento das pessoas, a capacidade de entrega e risco…
Por isso eu hoje quero dar os parabéns a tantas e tantas pessoas que, como este vendedor, são capazes de “perder o seu tempo” para atender á necessidade
do outro; aos que são sensíveis à dor e que com pequenos gestos diários fazem do amor o eixo das suas vidas!

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