terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A cicatriz

A CICATRIZ

Um menino tinha uma cicatriz no rosto e as pessoas de seu colégio não
falavam com ele e nem sentavam ao seu lado; na realidade, quando OS colegas
de seu colégio o viam franziam a testa devido a cicatriz ser muito feia.
Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele  menino DA
cicatriz não freqüentasse mais o colégio. O professor levou o caso à
diretoria do colégio.
A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão: que não poderia tirar o
menino do colégio e que conversaria com o menino e ele seria o primeiro a
entrar em sala de aula e o último a sair. Desta forma nenhum aluno veria o
rosto do menino, a não ser que olhasse para trás.
O professor achou magnífica a idéia DA diretoria; sabia que OS alunos não
olhariam mais para trás. Levada ao conhecimento do menino a decisão, ele
prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição: que ele
comparecesse na frente dos alunos em sala de aula para dizer o porque
daquela CICATRIZ.
A turma concordou e, no dia, o menino entrou em sala, dirigiu-se a frente DA
sala de aula  e começou a relatar:
- Sabe, turma, eu entendo vocês; na realidade esta cicatriz é muito feia,
mas foi assim que eu a adquiri: minha mãe era muito pobre e para ajudar na
alimentação de Casa, passava roupa para fora;  eu tinha por Volta de 7 a 8
anos de idade... A turma estava em silêncio atenta a tudo . O menino
continuou: além de mim, havia mais 3 irmãozinhos: um de 4 anos, outro de 2
anos  e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.
Silêncio total em sala.
-... Foi aí que, não sei como, a nossa Casa que era muito simples, feita de
Madeira, começou a pegar fogo; minha mãe correu até o quarto em que
estávamos, pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão
pelas mãos e nos levou para fora,  havia muita fumaça e as paredes que eram
de madeira pegavam fogo e estava muito quente.... Minha mãe colocou-me
sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela
voltar, pois  tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá
dentro DA Casa em chamas. Só que quando minha mãe tentou entrar na Casa em
chamas, as pessoas que estavam Ali não a deixaram buscar minha irmãzinha. Eu
via minha mãe gritar: 'minha  filhinha está lá dentro!' Vi no rosto de minha
mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram
minha mãe buscar minha irmãzinha...
Foi aí que decidi. Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o
coloquei  no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse
dali até eu voltar. Saí entre as pessoas e quando perceberam eu já tinha
entrado na Casa.  Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que
pegar minha irmãzinha. Eu sabia o quarto em que ela estava. Quando cheguei
lá, ela estava enrolada em um lençol e chorava muito. Neste momento, vi
caindo alguma coisa; então me joguei em cima dela para protegê-la  e aquela
coisa quente encostou-se em meu rosto.
A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada; então o menino
continuou: Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em Casa
que acha  Linda e todo dia quando chego em Casa,  ela, a minha irmãzinha, a
beija porque sabe que é marca de AMOR.

Para você que leu esta história, queria dizer que o mundo está cheio de
CICATRIZES. Não falo DA CICATRIZ visível mas DA cicatriz que não se vê,
estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou
nossas ações.
Há mais de 2000 anos JESUS CRISTO, adquiriu algumas CICATRIZES em suas mãos,
seus pés e sua cabeça. Essas cicatrizes eram nossas, mas ELE, pulou em cima
DA gente, protegeu-nos e ficou com todas as nossas CICATRIZES. Essas também
são marcas de AMOR.

JESUS te AMA, não por quem você é, mas sim pelo que você é, e para ELE você é a pessoa mais importante deste mundo.

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