segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A família em primeiro lugar

A FAMÍLIA EM PRIMEIRO LUGAR.

Muito bonito e sério isto... Veja o que é prioridade em sua vida...
O administrador Stephen Kanitz, colunista da revista Veja, escreveu em
edição de fevereiro de 2002 mais ou menos o seguinte:
Há vinte anos presenciei uma cena que modificou radicalmente minha vida.
Foi num almoço com um empresário respeitado e bem mais velho que eu.
O encontro foi na própria empresa. Ele não tinha tempo para almoçar com
a família em casa, nem com os amigos num restaurante. Os amigos tinham
de ir até ele.
Seus olhos estavam estranhos. Achei até que vi uma lágrima no olho
esquerdo. "Bobagem minha", pensei. Homens não choram, especialmente na
frente dos outros.
Mas, durante a sobremesa, ele começou a chorar copiosamente. Fiquei
imaginando o que eu poderia ter dito de errado. Supus que ele tivesse se
lembrado dos impostos pagos no dia.
"Minha filha vai se casar amanhã", disse sem jeito, "e só agora a ficha
caiu. Percebo que mal a conheci.
Conheço tudo sobre meu negócio, mal conheço minha própria filha.
Dediquei todo o tempo à minha empresa e me esqueci de me dedicar à
família."
Voltei para casa arrasado. Por meses, me lembrava dessa cena e sonhava
com ela. Prometi a mim mesmo e a minha esposa que nunca aceitaria seguir
uma carreira assim.
Colocar a família em primeiro lugar não é uma proposição tão aceita por
aí. Normalmente, a grande discussão é como conciliar família e trabalho.
Será que dá?
O cinema americano vive mostrando o clichê do executivo atarefado que
não consegue chegar a tempo para a peça de teatro da filha ou ao
campeonato mirim de seu filho.
Ele se atrasou justamente porque tentou conciliar trabalho e família. Só
que surgiu um imprevisto de última hora, e a cena termina com o pai
contando uma mentira ou dando uma desculpa esfarrapada.
Se tivesse colocado a família em primeiro lugar, esse executivo teria
chegado a tempo. Teria levado pessoalmente a criança ao evento.
Teria dado a ela o suporte psicológico necessário nos momentos de
angústia que antecedem um teatro ou um jogo.
A questão é justamente essa. Se você, como eu e a grande maioria das
pessoas, tem de conciliar família com amigos, trabalho, carreira ou
política, é imprescindível determinar quem você coloca em primeiro
lugar.
Colocar a família em primeiro lugar tem um custo com o qual nem todos
podem arcar. Implica menos dinheiro, fama e projeção social.
Muitos de seus amigos poderão ficar ricos, mais famosos que você e um
dia olhá-lo com desdém. Nessas horas, o consolo é lembrar um velho
ditado que define bem por que priorizar a família vale a pena:
"Nenhum sucesso na vida compensa um fracasso no lar."
Qual o verdadeiro sucesso de ter um filho drogado por falta de atenção,
carinho e tempo para ouvi-lo no dia-a-dia?
De que adianta ser um executivo bem-sucedido e depois chorar durante a
sobremesa porque não conheceu sequer a própria filha?
* * *
O lar constitui o cadinho redentor das almas. Merece nosso investimento
em recursos de afeto, compreensão e boa vontade, a fim de dilatar os
laços da estima.
Os que compõem o lar são os marcos vivos das primeiras grandes
responsabilidades do Espírito encarnado.
Assim, acima de todas as contingências de cada dia, compete-nos ser o
cônjuge generoso e o melhor pai, o filho dedicado e o companheiro
benevolente.
Afinal, na família consangüínea, temos o teste permanente de nossas
relações com toda a Humanidade.
                             Redação do Momento Espírita, baseado no artigo de Stephen Kanitz,

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