quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A força de um abraço

                         A força de um abraço



Ele acordou indisposto e irritadiço. Seus pensamentos logo  se  voltaram
para o escritório, lembrando de problemas ainda  pendentes  de  solução,
bem como do trânsito que teria que enfrentar. Ficou mais irritado ainda.

Tomou rapidamente um pouco de café, despediu-se da  esposa  e  caminhava
para a porta, quando ouviu aquela voz com jeitinho de sono  ainda,  que,
carinhosa e meigamente, lhe falou: Papai, espere por mim !

Ele parou, voltou-se. Ali estava sua filhinha, de  5  anos,  de  pijama,
braços estendidos para lhe dar um abraço.

Abaixou-se,  depositou  a  mala  de  trabalho  no  chão,  e   acolheu-a,
demonstrando uma certa pressa.

Ela aconchegou-o num forte e  demorado  abraço,  beijou-o  e  disse-lhe:
Todas as noites eu agradeço ao Papai do Céu assim:  Obrigada,  Papai  do
Céu, por tudo. Mas, muito mais por você me ter dado um papai e uma mamãe
que me amam.

Deu-lhe mais um beijinho e mais um abraço,  dizendo-lhe:  Eu  amo  muito
você. Tchau, até depois mais. Estarei aqui esperando por você.

Aquele momento, aquele abraço e aquele beijo tiveram o  efeito  de  algo
como uma forte descarga elétrica lhe passando da cabeça aos pés.

Saiu, irradiando alegria por todos os poros.  Meio  que  caminhando  nas
nuvens. Mudara totalmente seu estado mental. Já não era o mesmo.

No trânsito, dirigiu com a maior cortesia e paciência, distribuindo  sua
satisfação.

Quando chegou ao prédio  do  escritório,  cumprimentou  o  garagista  do
estacionamento com sinceridade.

Adentrou o elevador, tendo dado a vez aos outros que também ali  estavam
e, sorridente, desejou um autêntico bom dia a todos.

Como há muito ele não fazia, entrou no escritório com um  largo  sorriso
no rosto e cumprimentou cada um dos funcionários com um aperto de mão.

Passou pela sala do seu chefe, pediu licença e  entrou.  Dirigiu-se  até
ele, deu-lhe as mãos e o abraçou.

Depois, olhando-o, disse-lhe:  Há  tempos  estou  para  lhe  falar  duas
coisas. A primeira, é que lhe sou muito grato pela oportunidade  que  me
deu na sua empresa, ao contratar-me.

A outra, é a de que aprendi  a  devotar-lhe,  além  do  respeito  de  um
funcionário para com seu patrão, grande amizade e  reconhecimento,  pela
sua forma leal de ser para comigo e para com os demais.

Antes que seu chefe se recuperasse  da  boa  surpresa,  concluiu:  Neste
momento estou repassando-lhe um pouco da alegria que minha  filhinha  me
deu hoje, antes que eu saísse de casa.

Ambos sorriram. Nada mais falaram. Foram para seus quefazeres do dia. Os
dois já não eram mais os mesmos.

* * *

A força de um abraço com  carinho  e  fraternidade  pode  transformar  o
mundo, começando por transformar o seu dia ou  o  dia  de  alguém,  para
muito melhor.

Faz tempo que você não abraça seu filho? Há quanto tempo não abraça  sua
esposa ou seu esposo, como quem abraça um devotado amigo ou uma devotada
amiga?

Lembra-se de quando foi o seu último abraço sentido e verdadeiro em  seu
pai e em sua mãe? Um abraço como se fosse sua oração de gratidão a  Deus
pela presença deles em sua vida?

Pense    nisso!    Pense    na    força      de        um        abraço.

Nenhum comentário:

Postar um comentário