quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A arte de errar

A Bela Arte de Errar
O único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa
alguma.
Não tenha medo de errar, pois você aprenderá a não cometer duas vezes o
mesmo erro.
(Roosevelt)
Acontece a todos nós. Professores e alunos. Chefes e secretárias. Pais e
filhos. Os diligentes e os preguiçosos. Nem mesmo os presidentes estão
imunes.
O quê? Errar? Sim, fazer coisas erradas, geralmente com a melhor das
intenções. E isso acontece com notável regularidade.
Sejamos objetivos: o sucesso é superestimado. E todos nós o desejamos a
despeito da prova diária de que o pendor real do homem reside em direção
bem oposta. Realmente, somos profissionais da incompetência. O que me
leva a uma pergunta fundamental que tem estado ardendo dentro em mim por
meses. Por que nos surpreendemos quando vemos a incompetência em outros
e nos devastamos quando ela ocorre em nos mesmos?
Mostre-me quem inventou o perfeccionismo e garanto que ele é um roedor
de unhas com um rosto cheio de tiques... cuja esposa tem horror quando o
vê entrar em casa. Além do mais, ele perde o direito de ser respeitado
porque é culpado de não admitir que errou.
Pode acontecer com você. Pare e pense nos meios como certas pessoas
conseguem evitar confessar suas falhas. Os médicos podem sepultar seus
erros. Os erros dos advogados calam-se na prisão - literalmente. Os
erros dos dentistas são extraídos. Os carpinteiros transformam os seus
em serragem. Gosto do que li numa revista recentemente: ? Caso você
encontre quaisquer erros nesta revista, por favor, lembre-se que eles
foram colocados ali de propósito. Tentamos oferecer algo para todos.
Algumas pessoas estão sempre procurando erros e não desejamos
desapontá-las?.
Também tem alguns conhecidos fracassos que muitas pessoas realizadoras
amargaram antes de alcançar o sucesso. Eis alguns exemplos que servem
para nos lembrar que somos seres falíveis e ainda imperfeitos, graças a
Deus! Thomas Alva Edison detém um recorde de quase dez mil ? fracassos ?
antes de chegar à lâmpada elétrica; Albert Einsten era um estudante
medíocre antes de sua ? Teoria da Relatividade ?; Clarence Darrow
tornou-se uma lenda nos tribunais americanos, perdendo uma causa após
outra, mas forçou com isso uma reavaliação das concepções jurídicas
sobre religião, relações trabalhistas e conflitos raciais; Leonardo da
Vinci, o maior inventor de todos os tempos, teve projetos que nunca
foram realizados e nem mesmo funcionariam, mas apontaram soluções e
possibilidades em campos nos quais nenhum homem sequer sabia que havia
problemas.
Todos nós já tivemos oportunidades de presenciar fracassos que
resultaram grandes sucessos.
O fato é que as pessoas neles envolvidos compreenderam, toleraram e até
mesmo cultivaram o insucesso. Conforme o momento, sentiam-se
satisfeitas, confiantes e apavoradas, mas não se permitiram assimilar o
fracasso com um estigma. Aliás, a maioria delas nem tinha a palavra
FRACASSO em seu vocabulário. Usavam sinônimos atenuantes ou
ressignificações inteligentes para essas situações; por exemplo, Thomas
Edison sempre respondia aos seus críticos, não foi mais um fracasso;
na verdade descobri mais uma maneira de não inventar a lâmpada
elétrica.
Tomas Watson, o fundador da IBM, reagiu assim diante de um jovem,
dinâmico e assustado diretor que acabara de dar um prejuízo de quase dez
milhões de dólares num projeto de risco: " O quê? Despedi-lo? Agora que
acabei de investir dez milhões de dólares no seu treinamento? ".
Todas essas pessoas com certeza se manifestavam assim: Certo, aquilo
não funcionou, mas... olhe só para isto! .
Eles encaravam o insucesso não como sinal de derrota, mas como prelúdio
para o sucesso, um estágio ou um degrau a ser compreendido e depois
usado de forma melhor.
Assim, quando um de nós errar e não ocultando, que tal um pouco de apoio
por parte daqueles que ainda não foram apanhados?
Opa, correção. Que tal bastante apoio?
Deixar de cometer erros está fora do alcance do homem. Entretanto, de
seus erros e enganos, o sábio e o homem racional adquirem experiência
para o futuro.
(Plutarco)

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